A Nacao

Tuna Pinto e Bandy Gil, ‘covers’ de Jorge Neto e Gil Semedo

- Ricénio Lima

É

no Porto Novo que A NAÇÃO encontrou Jorge Neto, ou, melhor dito, alguém que, à primeira vista, se parece com ele, sem tirar nem pôr: o mesmo estilo de cantar, dançar e estar nos palcos.

Estamos na verdade diante de Tuna Pinto, 58 anos, continuo numa escola desse município de Santo Antão, que se intitula fã “número um” do cantor falecido em Fevereiro do ano passado.

Tuna conta que sempre gostou de interpreta­r as músicas de Jorge Neto e passou, a partir de um dado momento da sua vida, a seguir as pisadas do seu ídolo.

Um dos dias mais marcantes da sua vida foi quando subiu ao palco com Jorge Neto, em 2012, numa actuação no Luxemburgo.

A notícia da morte de Jorge Neto, a 20 de Fevereiro do ano passado, foi, como não podia deixar de ser, um dia triste para o nosso entrevista­do.

“Eu estava esperanços­o e acreditava na sua recuperaçã­o. Nem quis acreditar, tive uma ligação muito forte com o Jorge Neto e agora com as memórias dele”, conta Tuna.

Em jeito de homenagem ao ídolo, que inspirou anos de sonhos, o figurino passa a ser uma homenagem constante e a cada palco que pisa leva em mente um tributo a Jorge Neto.

Admiração por Gil Semedo

Quem também tem admiradore­s no Porto Povo é Gil Semedo. A sua maneira de estar em palco, assim como as músicas “vibrantes” cativaram Bandy Gil, à primeira, como o próprio confessa. Mas foi em 2016 que o nosso entrevista­do, de 27 anos, sem profissão definida, teve a oportunida­de de conhecer e dividir palco com o seu ídolo.

“Foi um dos momentos mais marcantes, emocionant­es e inesquecív­eis da minha carreira”, confessa ao A NAÇÃO. O ídolo, segundo Bandy, ficou impression­ado com o seu desempenho e encorajou-o a seguir a carreira.

Bandy, que é fã de funaná, zouk, kizomba e batuque, tem o sonho de gravar o primeiro trabalho discográfi­co e nele espera poder homenagear o ídolo Gil com uma música de autoria própria, porque segundo diz, Gil Semedo é a sua “melhor inspiração”.

Até lá, Bandy Gil continua a pisar os palcos de Santo Antão, com a esperança de que os sonhos se realizem em 2021 e que o ídolo Gil veja concretiza­do o single em sua homenagem.

O mesmo pode-se dizer de Tuna Pinto, que, como cover, sempre que é convidado ou desafiado, não recusa a oportunida­de de “reviver” o eterno ícone que foi Jorge Neto.

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Bandy Gil
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