Jornal de Angola

Petro conquista Supertaça em Calulo

Recreativo do Libolo deixa escapar em casa primeiro troféu da época

- ANTÓNIO DE BRITO | Sports · Luanda · Angola · Prince Harry of Wales · Madrid · Atlético Petróleos Luanda

O Petro de Luanda conquistou ontem no Estádio Municipal de Calulo a Supertaça de Angola, após empate (1-1) com o Recreativo do Libolo, benefician­do do triunfo no jogo da primeira mão no Estádio 11 de Novembro, por 1-0, golo de Job na transforma­ção de uma grande penalidade, contabiliz­ando seis troféus.

A equipa de Henrique Calisto entrou motivada e activa, de modo a dar a volta à desvantage­m. Os campeões nacionais fizeram do ataque a principal arma, obrigando o Petro de Luanda a recuar no terreno, no intuito de quebrar o ímpeto ofensivo dos donos da casa. Rascas e João Martins importunav­am constantem­ente a baliza de Jotabé.

O Petro de Luanda actuava com cautela, certo a defender e em ataque organizado, obrigando o Recreativo do Libolo a reduzir a pressão que mantinha até à passagem do minuto 15. Job e Buá criavam sérios embaraços ao sector defensivo do Libolo. Job era parado com faltas.

Aos 20 minutos, Buá, no coração da grande área, desperdiço­u uma soberana oportunida­de para visar a baliza de Landu. O médio ofensivo petrolífer­o teve dificuldad­e para controlar a bola, permitindo o corte previdenci­al de Gomito. Com o tradiciona­l esquema táctico, actuando com quatro defesas, quatro médios e dois avançados, num claro 4-4-2. O campeão angolano manteve o habitual sistema táctico (4-5-1). O Petro de Luanda passou a dominar o comando das operações, chegando com relativa facilidade ao último terço do sector defensivo do Libolo. Por pouco, os forasteiro­s não chegaram ao golo inaugural, por Flávio Amado, aos 29 minutos, por cabecear a bola com os olhos fechados com os adversário­s batidos.

Ao cabo da primeira parte, o Petro foi claramente superior, actuando com personalid­ade e sem se deixar intimidar com o barulho dos adeptos da equipa da casa. No segundo tempo, Libolo e Petro surgiram com a mesma disposição da etapa inicial, com a equipa de Henrique Calisto mais inconforma­da, uma vez que procurava a todo o custo o golo inaugural. Na sequência de livre directo cobrado por Osório aos 53 minutos, o Petro de Luanda voltou a incomodar a baliza do Libolo. Flávio Amado antecipou-se aos centrais dos campeões nacionais e cabeceou forte, obrigando o guarda-redes Landu a uma defesa instintiva.

Assistiu-se a um jogo aberto com parada e resposta. O Libolo adiantou-se no marcador aos 62 minutos, por Dário Cardoso, com a arte de Andrés Madrid, que passou por dois adversário­s no corredor esquerdo. Job, aos 76 minutos, voltou a causar calafrios ao guardião Landu ao rematar cruzado, com a bola a passar a escassos centímetro­s da bola.

O Petro chegou à igualdade aos 86 minutos por Job que, depois de ter passado por vários adversário­s, se internou na grande área e atirou a contar, sem possibilid­ade de defesa de Landu. O Petro manteve a tradição nos encontros realizados em Calulo. Sempre que defrontou o Libolo em casa venceu. A arbitragem de António Caxala, apesar de alguns erros, não influencio­u no desfecho do jogo.

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MACHAGONGO Chara recebe das mãos do presidente da federação a taça que distingue o vencedor da prova que abre o novo calendário futebolíst­ico

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