Petro conquista Supertaça em Calulo
Recreativo do Libolo deixa escapar em casa primeiro troféu da época
O Petro de Luanda conquistou ontem no Estádio Municipal de Calulo a Supertaça de Angola, após empate (1-1) com o Recreativo do Libolo, beneficiando do triunfo no jogo da primeira mão no Estádio 11 de Novembro, por 1-0, golo de Job na transformação de uma grande penalidade, contabilizando seis troféus.
A equipa de Henrique Calisto entrou motivada e activa, de modo a dar a volta à desvantagem. Os campeões nacionais fizeram do ataque a principal arma, obrigando o Petro de Luanda a recuar no terreno, no intuito de quebrar o ímpeto ofensivo dos donos da casa. Rascas e João Martins importunavam constantemente a baliza de Jotabé.
O Petro de Luanda actuava com cautela, certo a defender e em ataque organizado, obrigando o Recreativo do Libolo a reduzir a pressão que mantinha até à passagem do minuto 15. Job e Buá criavam sérios embaraços ao sector defensivo do Libolo. Job era parado com faltas.
Aos 20 minutos, Buá, no coração da grande área, desperdiçou uma soberana oportunidade para visar a baliza de Landu. O médio ofensivo petrolífero teve dificuldade para controlar a bola, permitindo o corte previdencial de Gomito. Com o tradicional esquema táctico, actuando com quatro defesas, quatro médios e dois avançados, num claro 4-4-2. O campeão angolano manteve o habitual sistema táctico (4-5-1). O Petro de Luanda passou a dominar o comando das operações, chegando com relativa facilidade ao último terço do sector defensivo do Libolo. Por pouco, os forasteiros não chegaram ao golo inaugural, por Flávio Amado, aos 29 minutos, por cabecear a bola com os olhos fechados com os adversários batidos.
Ao cabo da primeira parte, o Petro foi claramente superior, actuando com personalidade e sem se deixar intimidar com o barulho dos adeptos da equipa da casa. No segundo tempo, Libolo e Petro surgiram com a mesma disposição da etapa inicial, com a equipa de Henrique Calisto mais inconformada, uma vez que procurava a todo o custo o golo inaugural. Na sequência de livre directo cobrado por Osório aos 53 minutos, o Petro de Luanda voltou a incomodar a baliza do Libolo. Flávio Amado antecipou-se aos centrais dos campeões nacionais e cabeceou forte, obrigando o guarda-redes Landu a uma defesa instintiva.
Assistiu-se a um jogo aberto com parada e resposta. O Libolo adiantou-se no marcador aos 62 minutos, por Dário Cardoso, com a arte de Andrés Madrid, que passou por dois adversários no corredor esquerdo. Job, aos 76 minutos, voltou a causar calafrios ao guardião Landu ao rematar cruzado, com a bola a passar a escassos centímetros da bola.
O Petro chegou à igualdade aos 86 minutos por Job que, depois de ter passado por vários adversários, se internou na grande área e atirou a contar, sem possibilidade de defesa de Landu. O Petro manteve a tradição nos encontros realizados em Calulo. Sempre que defrontou o Libolo em casa venceu. A arbitragem de António Caxala, apesar de alguns erros, não influenciou no desfecho do jogo.